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Uma pesquisa conduzida pelas pesquisadoras Maria Inês Tavares (IMA/COPPE/UFRJ) e Marina Sacramento (IMA/COPPE/UFRJ) revelou um dado preocupante sobre a poluição nas praias cariocas: o isopor, amplamente utilizado em embalagens de alimentos, é hoje o principal responsável pela contaminação por microplásticos na areia.
O estudo foi realizado a partir de coletas na Praia Vermelha, na Urca, um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro. Os resultados indicaram que 70% das amostras analisadas continham poliestireno expandido (EPS), material popularmente conhecido como isopor, utilizado em marmitas e recipientes térmicos.
De acordo com as pesquisadoras, o material se fragmenta com facilidade devido à sua composição leve e altamente aerada, transformando-se em partículas microscópicas que se dispersam rapidamente pelo ambiente por meio do vento e das correntes marinhas. Muitas dessas partículas são invisíveis a olho nu e só podem ser identificadas com o auxílio de equipamentos especializados, como microscópios eletrônicos.
Além do impacto ambiental, a pesquisa aponta riscos à saúde humana. Os microplásticos podem ser ingeridos por organismos marinhos e, consequentemente, entrar na cadeia alimentar, chegando até o consumo humano. Estudos já identificaram a presença dessas partículas em água potável e em diferentes organismos vivos, ampliando a preocupação com seus efeitos a longo prazo.
Outro ponto destacado pelas pesquisadoras é o aumento significativo da poluição após feriados e períodos de grande movimentação nas praias, quando o consumo de alimentos embalados em isopor cresce consideravelmente.
Diante desse cenário, o estudo reforça a importância do descarte adequado de resíduos e da conscientização ambiental. Segundo Maria Inês e Marina Sacramento, além da redução do uso, alternativas como reaproveitamento e reciclagem podem contribuir para minimizar os impactos desse material no meio ambiente.
A pesquisa evidencia que o enfrentamento da poluição por microplásticos passa não apenas pelo avanço científico, mas também pela mudança de hábitos da sociedade, sendo um desafio que envolve ciência, políticas públicas e responsabilidade coletiva.
Fonte: SBT Jornalismo
A palestra “Do Cacau ao Mobiliário: Impressão 3D e Economia Circular com Compósitos Sustentáveis” será realizada no dia 13 de maio de 2026, às 13h30, no Auditório do IMA, trazendo uma abordagem inovadora sobre sustentabilidade e tecnologia aplicada ao design de materiais.
O encontro será conduzido por Maria Luiza Gomes Torres, representante da empresa Arkéa, que apresentará soluções criativas baseadas no reaproveitamento de resíduos, com destaque para o uso de subprodutos do cacau na produção de compósitos sustentáveis aplicados ao mobiliário.
A proposta do evento é discutir como a impressão 3D pode ser aliada à economia circular, promovendo a redução de desperdícios e o desenvolvimento de materiais mais sustentáveis e eficientes. A iniciativa reforça a importância da inovação no enfrentamento de desafios ambientais e na criação de novos modelos produtivos.
A atividade é voltada a estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em temas como sustentabilidade, design, engenharia de materiais e tecnologias emergentes.
Os interessados em participar devem realizar a inscrição por meio do formulário online disponibilizado pela organização do evento.
Formulário para inscrições: AQUI
A palestra representa uma oportunidade de conhecer iniciativas inovadoras que unem ciência, tecnologia e sustentabilidade, ampliando o debate sobre soluções para um futuro mais consciente e circular.
Uma pesquisa inédita conduzida no Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA/UFRJ) revelou que o isopor, proveniente principalmente de quentinhas e embalagens de alimentos, tornou-se o principal responsável pela contaminação por microplásticos na areia da orla costeira do Rio de Janeiro. O estudo identificou a presença do material em 70% das amostras coletadas na Praia Vermelha, na Urca, evidenciando a dimensão do problema ambiental.
De acordo com a diretora do IMA, professora Maria Inês Tavares, o poliestireno expandido (EPS), conhecido como isopor, apresenta alta fragmentação e dispersão no ambiente. “Ele possui apenas 2% de polímero e o restante é ar, o que facilita sua quebra em partículas muito pequenas, transportadas pelo vento, pela água e pela chuva. Hoje, esse material é praticamente onipresente, o que é extremamente preocupante”, destaca.
O estudo teve início em dezembro de 2022 como parte da pesquisa de mestrado da atualmente doutoranda Marina Sacramento, sob orientação de Maria Inês Tavares. A investigação, considerada pioneira no IMA e na UFRJ no campo de microplásticos em ambiente costeiro, analisou cinco seções da praia e identificou um total de 32 microplásticos, com predominância do poliestireno. A análise por microscopia óptica apontou que a forma mais comum encontrada foi a de espuma, com partículas entre 2 e 4 milímetros.
Além da identificação dos materiais, a pesquisa inovou ao realizar, diretamente no local de coleta, o processo de flotação — técnica geralmente restrita ao ambiente laboratorial. O trabalho segue em expansão no doutorado da pesquisadora, com coletas mensais realizadas ao longo de 2025 e uma nova etapa prevista para 2026, com análises sazonais que permitirão compreender melhor a dinâmica da poluição ao longo do ano.
Os resultados também evidenciam a relação direta entre o aumento da poluição e períodos de maior circulação de pessoas. Segundo a professora Maria Inês Tavares, coletas realizadas após feriados registraram volumes alarmantes de microplásticos, com mais de 400 partículas identificadas em um único ponto.
Para além da produção científica, a pesquisa possui um forte caráter educativo. Durante as atividades de campo, a equipe interage com a população, promovendo ações de conscientização ambiental sobre o descarte adequado de resíduos. “Transformar dados científicos em um chamado à ação é um dos principais objetivos do trabalho”, ressalta Marina Sacramento.
O problema dos microplásticos ultrapassa o contexto local e já é considerado uma ameaça global. Relatório da Academia Brasileira de Ciências (ABC) aponta que cerca de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas anualmente, sendo apenas 10% recicladas. Essas partículas já foram identificadas em diversos organismos vivos e até em tecidos humanos, incluindo pulmões, coração e cérebro, indicando riscos ainda não totalmente compreendidos à saúde.
Diante desse cenário, pesquisadores do IMA reforçam a necessidade de cumprimento das políticas públicas existentes, além do fortalecimento da educação ambiental desde as etapas iniciais da formação escolar.
Como desdobramento da pesquisa, está em fase de implantação o Laboratório de Microplásticos do IMA, que será dedicado ao estudo, caracterização e reaproveitamento desses resíduos. Paralelamente, iniciativas de reciclagem já estão em andamento, como o desenvolvimento de placas a partir de resíduos de isopor, com potencial de aplicação em revestimentos e objetos decorativos, demonstrando que a inovação pode ser uma aliada no enfrentamento desse desafio ambiental.
Fonte: ADUFRJ
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está com inscrições abertas para o 1º Concurso de Soluções Inovadoras – Prêmio Engaja UFRJ, iniciativa que busca transformar ideias da comunidade universitária em soluções concretas para desafios institucionais.
As inscrições tiveram início em 16 de março e seguem até 15 de maio de 2026, por meio de formulário eletrônico disponível no site da Pró-Reitoria de Gestão e Governança (PR-6).
O concurso irá selecionar até dez iniciativas, cada uma premiada com R$ 10 mil, além de certificação, inclusão no Banco de Soluções da PR-6 e possibilidade de implementação por meio de Compras Públicas para Solução Inovadora (CPSI). A proposta é incentivar o desenvolvimento de soluções aplicáveis ao cotidiano da Universidade, promovendo melhorias na qualidade de vida nos campi e na gestão institucional.
Podem participar docentes, estudantes, técnicos-administrativos, pesquisadores visitantes, integrantes de startups vinculadas à UFRJ, entre outros profissionais ligados à instituição, individualmente ou em equipes de até cinco integrantes.
As propostas serão avaliadas com base em critérios como grau de inovação, impacto social, viabilidade, escalabilidade e uso eficiente de recursos, passando por diferentes etapas, incluindo avaliação técnica e apresentação final.
Os desafios contemplam sete áreas estratégicas: segurança nos campi, acessibilidade, mobilidade, conectividade e telecomunicações, gestão de resíduos, alimentação coletiva sustentável e uso eficiente de água e energia, temas diretamente relacionados à permanência estudantil, sustentabilidade e eficiência administrativa.
De acordo com o pró-reitor de Gestão e Governança, Fernando Peregrino, a iniciativa representa uma mudança estratégica na forma como a Universidade enfrenta seus próprios desafios. “Trata-se de transformar despesa em estratégia e fazer da própria Universidade um espaço de experimentação e solução, um verdadeiro laboratório vivo”, destacou.
Com caráter pioneiro no Brasil e inspirada em experiências internacionais, a iniciativa fortalece o papel da UFRJ como agente ativo na construção de soluções inovadoras, consolidando-se como referência em integração entre pesquisa, gestão e impacto social.
Fonte: Conexão UFRJ
Com base na Portaria CAPES nº 14/2026, a coleta de dados referente ao ano-base 2025 será realizada automaticamente por meio da Plataforma Sucupira. Para garantir que toda a produção intelectual e os vínculos institucionais sejam devidamente contabilizados na avaliação nacional da pós-graduação, é indispensável que docentes e estudantes mantenham seus Currículos Lattes atualizados.
A atualização correta das informações permite que as atividades acadêmicas desenvolvidas ao longo do período sejam registradas de forma adequada, contribuindo diretamente para a avaliação e o desempenho do programa junto à CAPES.
Entre os principais itens que devem ser revisados e atualizados no Currículo Lattes estão:
• Produção bibliográfica e técnica;
• Orientações concluídas e em andamento;
• Projetos de pesquisa e parcerias institucionais;
• Vínculos institucionais e participação em bancas.
A colaboração de toda a comunidade acadêmica é essencial para garantir a precisão das informações registradas e fortalecer o desempenho do programa no processo de avaliação nacional.
A atualização do currículo é uma etapa simples, mas fundamental para valorizar a produção científica e acadêmica do programa.
Acesse AQUI a Plataforma Lattes e atualize seu currículo:
IMA – Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Cidade Universitária – Av. Horácio Macedo, 2.030
Centro de Tecnologia – Bloco J
CEP 21941-598 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil
E-mail: secdiretoria@ima.ufrj.br